A luta não foi somente dos moradores dos bairros Matinho, Nossa Senhora Aparecida e arredores, mas de todos os xanxerenses para que as obras de melhorias da travessia urbana de Xanxerê tivessem início. Agora, é momento de acompanhar dia a dia o processo de desenvolvimento da obra, conceituada para muitos como faraônica. Passados três meses, a reportagem do Folha Regional foi conversar com moradores e empresários sobre o andamento das etapas.
Quem precisa atravessar todos os dias a rodovia sentido bairro-centro, sabe das dificuldades, das preocupações e contabiliza as dezenas de acidentes que já presenciou.
O empresário Maximiliano Toffolo é um deles, que há tempo encabeçava algumas manifestações. Umas delas em 2007, com o apoio do Folha Regional, chamada “Rotatórias pela Vida”, onde um grupo de moradores, empresários e lideranças políticas reivindicavam melhorias urgente. Depois de três anos, Maximiliano garante estar satisfeito por saber que as ações do passado têm surtido efeito hoje. “A gente acompanha dia a dia os trabalhos da empresa. Eles trabalham com todo o vapor, mexem com terras, pedras, fazendo tubulação. A obra é muito grande e temos certeza que vão concluir e que realmente seja realidade”, comenta ele.
Acidentes na BR-282
Maximiliano comenta que, antes da obra, havia muitos acidentes e, hoje, “estamos vendo um pouquinho mais até por causa da obra mesmo, porque tem muitos caminhões, muitas máquinas na pista e os motoristas não respeitam sinalização, quem está na estrada sinalizando”, revela o empresário que fala com propriedade, já que sua empresa está localizada às margens da rodovia. “Vejo na minha frente, não é que me contam. No trevo do posto de combustível, tem tido bastante acidente também quando trancam a pista”, exemplifica e contabiliza que já viu mais de cinco acidentes, desde que as obras começaram.
“Um cartão postal”, diz xanxerense
Algumas imagens já foram publicadas de como ficará a rodovia. Com isso, Maximiliano comenta que “será um cartão postal da cidade, porque conforme a obra vem vindo da Femi, a gente vê que vai ficar muito bonito”, enfatiza ele, ansioso para ver a obra pronta, em dois anos. Como empresário, ele acredita ainda que a movimentação da sua empresa (mecânica) deve aumentar e trazer mais clientes. “Vai ser muito bom para nós”, encerra.
Casa à venda: tentativa de eliminar um problema
A população solicitou que uma medida paliativa fosse feita na rodovia, próximo à passarela, para evitar acidentes. O Dnit fixou redutores de velocidade, mas tornou outro problema, tanto que Dona Neocinda Sousa, que mora às margens da BR, perdia noitesde sono, “quando um caminhão passava, parecia um terremoto, era horrível. Por isso que eu coloquei a casa para vender”, conta ela.
Os redutores de velocidade faziam efeito contrário, já que os motoristas passavam em alta velocidade. “Um dia a gente reuniu vários moradores e arrancamos aqueles tachões, porque ninguém mais aguentava”, lembra a senhora, que hoje comemora a chegada da obra na rodovia, mas mantém a casa à venda. “Deixei assim, porque minha filha quer me levar para Chapecó”, finaliza a senhora, acreditando que, com a obra, pode ser mais fácil vender o imóvel.