“As crianças têm suas ‘identidades’ configuradas através da soberania do ‘mass media’ que impele ao consumo, ditando novas formas de ser e perceber o mundo que as rodeia. Olha res de todas as formas se confundem, olhares de crianças, jovens, velhos e adultos que são ampliados pelo poder de persuasão da mídia” (Rodrigo Saballa de Carvalho, 2005)
Salto Alto = Uma indumentária característica do guarda-roupa feminino, foi criado na França por Luís XIV. Por ser mais baixo que todos os homens de sua corte, medindo aproximadamente 1,60, sentia-se inferiore resolveu criar uma forma, juntamente com seus artesãos, para que pudesse ficar mais alto. Assim, surgiu o sapato de salto que hoje está presente nos pés das mulheres. Porém, nos últimos tempos vemos o salto invadir o guarda-roupa feminino cada vez mais cedo. A indústria calçadista, vendo um mercado em ascensão, passou a fabricar calçados de salto a partir do número 23, ou seja, para meninas de, em média, três a nos de idade! É difícil encontrar hoje uma menina com idade de cinco anos que não tem uma sandália de salto, ou uma bota de salto, até mesmo para ficar parecida com a mãe, com a personagem do desenho ou com a boneca, que já é fabricada exclusivamente para usar somente sapato de salto alto: a Barbie.
Adultização e consumismo = Para poder comentar, posteriormente, sobre a adultização na infância, provocada também pelas propagandas e desenhos animados, é prioridade salientar a influência da mídia. Segundo Lurçat, o espaço midiático gera inúmeras transformações, seja no modo de vestir, no estilo de vida, no dia-dia e em tantas outras práticas do ser humano. “A existência generaliza da da televisão constitui em si mesma um fenômeno social, gerador de transformações no modo de vida, nos hábitos, na maneira de pensar e de compreender. Sob influência da televisão, os comportamentos e costumes evoluíram muito. Seu papel não pode, portanto, ser reduzido ao de simples meio de comunicação.” (LURÇAT, 1995, p. 13)
E, para finalizar = A expectativa é de que, num futuro próximo, as explanações e atitudes exemplificadas e apresentadas no documentário Tropeçando no Salto,possam surtir efeitos. Mas não aqueles efeitos causados pelo Xou da Xuxa, nos anos 80, pois segundo Arnaldo Rabelo (2007), “fizeram desenvolver uma geração alienada, conformista e consumista, desprovida de senso crítico e que só pensa em curtição e dinheiro”.
£eticia Faria
